A insegurança estrutural da juventude brasileira
Ela é mais instruída que as gerações anteriores. Mas deprime-se nas telas, num país estagnado há 40 anos e em pouca esperança de vida florescente. Há duas saídas: ou o ultraindividualismo, ou um novo engajamento político, ainda por construir.
Opinião
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Pejotização no Brasil: impactos sobre o trabalho, a proteção social e o financiamento do desenvolvimento
Por Clemente Ganz Lúcio | A pejotização tende a produzir efeitos ambíguos no curto prazo, mas negativos no médio e longo prazo. Embora a redução de custos possa gerar algum dinamismo inicial pela renda disponível imediata, a ausência de proteção social e a instabilidade da renda comprometem o consumo, aumentam a volatilidade da economia e ampliam a desigualdade.
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O futuro do trabalho entre a rigidez e a precarização
Por Antônio Augusto de Queiroz | O Brasil não pode repetir o erro de tratar direitos sociais como “privilégios” que emperram a economia, nem pode ignorar que o mundo do trabalho mudou irreversivelmente. O país precisa de uma modernização que amplie a proteção, não que a reduza; que promova a produtividade com inclusão, não com exaustão.
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A insegurança estrutural da juventude brasileira
Por Marcio Pochmann | Ela é mais instruída que as gerações anteriores. Mas deprime-se nas telas, num país estagnado há 40 anos e em pouca esperança de vida florescente. Há duas saídas: ou o ultraindividualismo, ou um novo engajamento político, ainda por construir
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Escravidão: A reparação que a ONU deixou de fora
Por Paulo César Carbonari | Resolução reconhece o tráfico de pessoas negras escravizadas como o pior crime já cometido contra a humanidade. Apesar de importante, é incompleta: falta apontar empresas e proprietários historicamente responsáveis. EUA se opõem; Europa se abstém
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Acidentes do trabalho no Brasil
Por Marcelo Phintener | Levantamento e análise da série histórica 2013–2023 com comparação internacional (OIT/ILOSTAT/Eurostat)
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O impasse da jornada de trabalho — a disputa política no Brasil
Por Marcelo Copelli | A proposta de 40 horas e o fim da escala 6×1 expõem o núcleo do conflito: a dificuldade em redistribuir o tempo em uma economia onde a produtividade avança, mas o controle sobre o trabalho segue concentrado
Colunas
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O trabalho da consciência em O Agente Secreto de Kleber Mendonça
Por Glaucia Campregher | Em um emaranhado de histórias e personagens, é como se Kleber nos mostrasse que somos todos agentes secretos despatriados em nossa própria pátria
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A estrutura opressora da violência de gênero no Brasil
Por Cristina Pereira Vieceli | Apesar dos avanços legislativos importantes, ainda há grandes dificuldades na redução dos casos de violência contra a mulher no Brasil. Isso ocorre porque ela está vinculada a construção das normas, instituições e políticas, e porque permanece uma cultura de tolerância a formas de dominação masculinas
Teses e dissertações
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A Redução da Jornada de Trabalho no Brasil: uma análise a partir da experiência chilena
Isadora Scheide Muller, 2025
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O trabalho no tempo da financeirização
Lucas Prata Feres, 2022
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Sociologia do Microempreendedor Individual (MEI): entre a proteção e a flexibilização das relações de trabalho no Brasil
Vinicius Tomaz Fernandes, 2023
Artigos acadêmicos
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Trabalho, Sindicato, Luta de Classes e Poder, no contexto do capitalista atual
Por Helder Molina | Uma enorme ofensiva desregulamentadora que busca a eliminação ou enfraquecimento dos direitos históricos dos trabalhadores. Seria caso de questionar a validade e existência dos sindicatos, a não ser para negociar o preço das mercadorias força de trabalho e trabalhador, no balcão do mercado capitalista?
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From script to agile: work in call centers and the software development industry in Brazil
Por Henrique Amorim e Guilherme Guilherme | Call centers emerged from precarization, rooted in Taylor-Fordist principles. In contrast, software development seemed to embody autonomy and creativity, representing the ‘high-end’ of ICT-related work. Through empirical research and worker interviews in Brazil and France, we analyzed management and control mechanisms in both sectors
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Reformas liberalizantes e pejotização em tempos em que jagunços ainda têm voz e vez: propostas que não criam empregos e suprimem direitos
Por Magda Barros Biavaschi | O sistema público de proteção social é um dos diques à ação distópica desse sistema que, na sociedade brasileira, encontrou condições materiais para se instalar e expandir. Sociedade cujo mercado de trabalho foi constituído sob o signo da exclusão social.











